Posts in "Crônicas"

Dezembro nos anos dos outros é refresco

Paulo Rebêlo // dezembro.2004 Dezembro é o mais chato dos meses. Talvez por ser o último do ano, funciona como uma viagem de férias ou uma trilha na mata: a volta parece sempre levar mais tempo do que a ida. Ficamos ansiosos para chegar não apenas ao fim, mas sobretudo ao enfim. Mas, dezembro também… Continue reading →

Reencontros Dialogados

Paulo Rebêlo // setembro.2004 Reencontro talvez seja o momento mais delicado e emocionalmente complexo na vida relacional de uma pessoa. É quando você tem o mundo em suas mãos durante poucas horas para em uma fração de segundos sentir tudo esmorecer entre os dedos. É difícil dizer o que apavora mais as pessoas: o medo… Continue reading →

Tubarões do Recife

Paulo Rebêlo // agosto.2004 Tomara que não mostrem jornais pernambucanos ao Steven Spielberg. Quando ele descobrir que tem tubarão comendo gente por aqui, com a água na altura do umbigo, não teremos mais sossego. Questão de otimização econômica. Os figurantes daqui não cobram cachê. Ficam sem pernas, sem braços, e continuam sem processar ninguém –… Continue reading →

Debaixo dos Caracóis…

Paulo Rebêlo // julho.2004 Ficar careca é uma arte. É preciso muito controle e concentração para não se deixar levar por aquela mentira cabeluda ‘é dos carecas que elas gostam mais’. Inclusive, talvez o excesso de concentração seja o motivo de acelerar a queda dos cabelos. A queda, não. Porque os meus não estão mais… Continue reading →

Mulheres e Maçãs

Paulo Rebêlo // julho.2004 Uma das maçãs do topo que conheço me enviou algo que fez o alien dentro do meu bucho se debater na própria baba: a definição das mulheres-maçãs. Dizem que foi o Machado de Assis, mas nunca se sabe. Quer dizer, eu não sei. Diz o suposto autor: “mulheres são como maçãs… Continue reading →

A mulher fresca

Paulo Rebêlo // junho.2004 Mulheres adoram fazer analogias históricas, culturais, antropológicas, sociais, econômicas, políticas, geográficas, químicas, filosóficas e metafísicas para classificar os vários tipos de homens existentes no mercado. A gente cansa de ouvir essas classificações em mesa de bar e de ler em revistas.

Perdido na noite

Paulo Rebêlo // maio.2004 É incrível como todo mundo quer se dar bem no sábado à noite. Coisa meio sobrenatural. Não importa o lugar ou a pessoa. Tem gente que passa horas dançando na boate e não admite voltar para casa sem conseguir ao menos uma beiçada. Quando não consegue, é quase como ter perdido… Continue reading →

Como escrever uma crônica – II

Paulo Rebêlo // abril.2004 Coça a barba e medita. É incrível como todo mundo quer se dar bem no sábado à noite. Ou o povo vai para lugar de azaração, onde as pessoas escolhem a dedo quem vão “pegar”, ou para um lugar cheio de casal. Também é ruim para beber sozinho. Mas… antes isso… Continue reading →

Como escrever uma crônica – I

Paulo Rebêlo // abril.2004 Escrever poderia ser um negócio bem mais fácil. Bastava não ter alguém do outro lado para ler. Quase todas as crônicas são escritas durante o fim de semana. Tudo por conta de uma hipocrisia super ranzinza de que, durante a semana, não se deve perder tempo produtivo de trabalho com abobrinhas.

Palpitações cardio-cibernéticas

Paulo Rebêlo // março.2004 Antigamente era mais fácil se apaixonar. Por conseguinte, também era maior a facilidade de gerenciar as palpitações cardíacas. Até que resolveram inventar o computador, a internet, as mensagens instantâneas, a webcam e, pior de tudo, a maldita idéia de que todo mundo precisa estar plugado para não ficar fora da chamada… Continue reading →