Posts in "Crônicas"

Promessas anuais em loop infinito

Paulo Rebêlo // janeiro.2004 Todo fim/início de ano é a mesma coisa. Justamente por ser a mesma coisa – um dia após o outro – sempre considerei um saco todo aquele excesso de festividades. Como festa é um bom argumento (precisa?) para beber, então tudo está perdoado aos alentos de Baco. O difícil de engolir… Continue reading →

Rapsódia da Separação

Paulo Rebêlo // novembro.2003 Toda separação dói. Só muda a intensidade. Separações planejadas, programadas, surpresas, temporárias, inesperadas. Talvez nenhuma machuque tanto quanto as separações abruptas. É como chegar em casa após um longo dia de trabalho, trocando qualquer coisa por um colo e cafuné, para só então perceber que a outra pessoa arrumou as malas… Continue reading →

Relacionamento a três

Paulo Rebêlo // outubro.2003 Relacionamento a três consiste no seguinte: você, o bar e o garçom que lhe atende. É difícil, porque nem sempre os três lados convivem em harmonia. E quando um lado complica sua vida, você ainda tem outro para gerenciar.

O super vô ranzinza da barbona branca

Paulo Rebêlo // setembro.2003 Depois da última crônica, não consegui parar de pensar na possibilidade de ter netos sem precisar ter filhos. Será possível? Domingão é sempre um dia bom para refletir nos mandos e desmandos da vida. De ceroulão em manhã chuvosa, resolvo terminar aquele restinho de Contreau (tira a ressaca que é uma… Continue reading →

Mudança, filhos e futricos

Paulo Rebêlo // agosto.2003 O trabalho que dá para empacotar, arrumar e transportar até a nova casa, ciente de que depois será preciso desempacotar e arrumar tudo novamente, faz pensar: por que não guardamos nossas coisas em caixas? Seria tão mais prático. Era só escrever: essa aqui é a roupa, aquela ali é a louça… Continue reading →

Geladeira Tamagotchi

Paulo Rebêlo // julho.2003 Eu só queria trocar de geladeira. Quer dizer, eu não queria trocar de geladeira, mas precisava. A nova teria que ser maior. Igualzinha à anterior, só que maior. Quando fiz minha primeira mudança, deixei claro para meu alter-ego ranzinza que não precisaria de eletrodomésticos da última geração, cheios de novidades técnicas… Continue reading →

O azeitador de maquinário

Paulo Rebêlo // julho.2003 A palavra azeitador não está classificada no dicionário. Não tem nada a ver com azeite. Ou até tem, depende do ponto de vista. Azeitador é simplesmente o bondoso cidadão responsável por fazer a troca de óleo nas mulheres, a partir das necessidades exclusivas delas. Bem-azeiturados são aqueles que já assimilaram a… Continue reading →

O galo belzebu e o duelo de titãs

Paulo Rebêlo // junho.2003 A rotina é conhecida, resultado de freqüentes noites insones em que o olho simplesmente não quer fechar, nem com esparadrapo. Cinco horas da manhã. Com todas as cortinas do cafofo fechadas e todas as luzes apagadas, em uma pueril tentativa de enganar o próprio inconsciente, ainda tento acreditar que é noite,… Continue reading →

Bíblia do Solteiro Apostólico V

Paulo Rebêlo // junho.2003 Parte 5 (final) – Cama, mesa e banho: o fim da revelação – Então você resolveu seguir nossas dicas esotéricas da crônica anterior e, finalmente, uma beata resolveu criar coragem para conhecer o seu cafofo. Significa que você está prestes a celebrar o ápice doutrinário: a cerimônia da fusão dos corpos…. Continue reading →

Bíblia do Solteiro Apostólico IV

Paulo Rebêlo // maio.2003 Parte 4 – O feng-shui do solteiro – Seu cafofo — aquele zungu onde você mora ou se esconde — exerce um importante papel em sua caminhada doutrinal. Não se iluda: elas prestam magnânima atenção ao cafofo onde você pretende, digamos assim, celebrar o ápice da doutrina Tico-Tico no Fubá. Como… Continue reading →