Posts in "Crônicas"

Vestidos e unhas

Paulo Rebêlo // outubro.2007 Pessoas têm fetiches. Certos fetiches são estranhos, mas pessoas também são estranhas. Há fetiches clássicos, como transar no elevador, no motel de beira de estrada, dentro do carro, em pé na rede da sala, no alto da roda-gigante, no banheiro do avião, em cima de um vagão de trem ou dentro… Continue reading →

Viagra da folha em branco

Paulo Rebêlo // agosto.2007 Não há nada mais ridículo do que a chamada síndrome da folha em branco. Pura enrolação, serve para preencher o tabelado espaço no jornal quando grandes escritores e consagrados cronistas ficam sem assunto – um eufemismo para preguiça ou ressaca do uísque falsificado de ontem. Então, escrevem sobre a falta de… Continue reading →

Estrangeiro, brasileiro – II

Paulo Rebêlo // maio.2007 Na edição anterior, vimos como é difícil ser brasileiro no exterior quando não temos o estereótipo padrão tupiniquim: morenos, atléticos, conquistadores e barulhentos. O problema de ser um brasileiro nem um pouco brasileiro – baixinho, branquelo, redondo, quieto – é que ninguém acredita que você é brasileiro.

Estrangeiro, brasileiro – I

Paulo Rebêlo // abril.2007 Ser brasileiro em terra estrangeira significa que você pode ser qualquer um e ninguém ao mesmo tempo. Não é à toa que passaporte brasileiro vale tanto no mercado negro, mas ninguém parece lembrar desse detalhe na vida real. O estereótipo é universal: somos morenos, atléticos, conquistadores e barulhentos. O problema de… Continue reading →

Queremos nossas mulheres de volta

Paulo Rebêlo // março.2007 As mulheres deveriam dar um tapa, uma unhada e um puxão de cabelo para cada parabéns recebido pelo dia internacional da mulher. Só não precisam jogar fora os presentes, mas deveriam abrir o pacote já reclamando – o que não seria de tão surpreendente, aliás. Deveriam comemorar o dia internacional do… Continue reading →

Uma mesa de pôquer

Paulo Rebêlo // março.2007 Por um motivo alheio à razão de quem joga, pôquer é um jogo que encanta os homens rapidamente e, na mesma proporção, não exerce a mesma influência nas mulheres. Tem gente que tenta procurar a relação do pôquer com futebol ou automóvel, até agora sem sucesso, para explicar o fenômeno. O… Continue reading →

Aula de Ioga

Paulo Rebêlo // fevereiro.2007 As pessoas têm uma dificuldade imensa em aceitar a própria natureza. Outro dia, uma colega ucraniana vem dizer que eu deveria experimentar uma aula de ioga. Supostamente, assim teria mais energia e não ficaria bocejando a tarde inteira. Fiquei pensando se não seria mais fácil e teria o mesmo efeito se… Continue reading →

Pequenas burguesas, grandes afeições

Paulo Rebêlo // fevereiro.2007 Janeiro é quando as pessoas costumam fazer aquelas listas inúteis de prioridades. É sempre a mesma coisa, em fevereiro a gente nem lembra mais da lista e no final do ano não fizemos metade do que imaginamos. E no próximo ano, o ciclo se repete e, num piscar de olhos, uma… Continue reading →

Matou papai-noel e foi ao deserto

Paulo Rebêlo // dezembro.2006 Depois dos ataques terroristas do 11 de setembro, o terrorismo mudou de lado. Em vez dos loucos ensandecidos que entram em processo auto-explosivo em nome de um pseudo-deus qualquer, agora a gente precisa ter medo – e enfrentar – os terroristas que usam o crachá do aeroporto. Com leis de segurança… Continue reading →

Viagens insólitas

Paulo Rebêlo // outubro.2006 Atualmente, não sei do que tenho mais medo: viajar de avião ou abrir a internet e ler sobre mais uma aeronave que caiu. Desde antes do vôo 1907 da Gol, eu já tinha vários motivos pessoais para não simpatizar com viagens de avião, como pode ser visto nas duas últimas crônicas… Continue reading →