Idiota gastronômico que sou e sempre fui, nunca tinha ouvido falar de falafel até meados de 2006. Um colega americano, vegetariano, me desafiou a “não gostar” do falafel recheado que ele conhecia e me levou até uma barraquinha que vendia lanches vegetarianos.
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PENSE GORDO: novo livro já disponível
PENSE GORDO é meu segundo livrinho, lançado em abril de 2023. Está disponível em formato tradicional e com frete grátis pela Editora Paradoxum; e também no formato e-book pela Amazon Brasil. Para quem está fora do Brasil, pode comprar o impresso no formato paperback, direto pela Amazon de cada país.
Quando me senti um Totoro de estimação na Coréia
Quando pisei na Coréia do Sul, em 2005, demorou a cair a ficha. Porque sem querer era um sonho de criança sendo realizado: conhecer a Ásia. Mas nunca imaginei que iria me sentir um Totoro de estimação.
Minha existência é um bolovo
Cascavilhei o meu cabeção em busca da primeira memória da minha vida. Tento abrir meus diretórios mentais à procura do que passei a admitir como a memória zero: uma lembrança imagética, consistente e contextualizada que defina a nossa existência cognitiva. Minha memória zero só aparece aos três ou quatro anos de idade e se resume a um bolovo.
Tua vida é doce, mas o meu café é amargo
Quando eu paro de manhã cedo para tomar café em qualquer padaria de bairro em São Paulo, essa pujança econômica se reduz a pó e parece que aterrisei de Marte no meu disco voador só porque pedi um café sem açúcar.
Elas queriam amor, eu queria pizza
Aquela pizza em 1997 me mostrou o verdadeiro valor do trabalho. Ou melhor, mostrou que eu precisaria trabalhar três vezes mais do que todo mundo. Naquele ano, o preço médio de uma pizza no Recife era de 10 reais. Algumas mais caras custavam entre 12 e 15 reais. Só que a melhor pizza de quatro queijos da cidade custava 33 reais.
Quando o espaguete gruda na parede
Ela perguntou se eu sabia que levava apenas oito segundos para uma pessoa concluir se vai gostar da outra. Essa frustração cronometrada sempre me lembrou uma lenda urbana, bem popular nos anos 80, sobre como se deve cozinhar o verdadeiro spaghetti italiano: para saber se o ponto do espaguete está bom durante o preparo, jogue-o na parede. Se grudar, é porque está no ponto certo.
Calabresa não é pepperoni e frango frito não é galeto
Queria ganhar um real para cada vez que fui enrolado descaradamente no maravilhoso universo da gastronomia gourmet. A gourmetização da culinária é a desgraça de todo gordinho. A gente não sabe fazer, mas a gente sabe comer.
O cão vegano do segundo livro
Rebêlo | mai.2017 ### Capiroto, me perdoa. Eu comi uma coxinha vegana e gostei. Sei que foi uma heresia. Mas a safada estava melhor do que a maioria das coxinhas de galinha que o Deus Mercado me oferece. Não criemos pânico. Ainda não há risco ao nosso altar, ali na BR-232, porque a coxinha com… Continue reading
Cogolhos de Tudela
Dia desses, paguei vinte reais por um sanduíche de queijo. Não foi em restaurante chique, foi numa barraca de praça, no meio da rua. Não fiquei rico, apenas não aprendi a deixar de ser jeca tatu. Li na internet sobre a fama do sanduíche e, como qualquer outro gordinho guloso e queijudo, eu não ia dormir em paz enquanto não fosse conhecer.
