Orquestra do medo

Quando o fiscal da Prefeitura do Recife levou dois tiros na última terça-feira (13), ao meio dia e em frente ao Mercado de São José, estávamos a apenas 50 metros dele. Tiros, correria, informação errada de que era um arrastão, medo estampado no rosto de toda aquela gente, uma pessoa caída no chão com o sangue escorrendo, a população tirando fotos com o celular, a ausência de socorro, a completa falta de policiamento… nada disso é novidade.

30 anos de segurança imaginária

Paulo Rebêlo Jota | 31.dez.2014 | link Tempos atrás, visitei o escritório de advocacia de um amigo. Marcamos para almoçar. Não nos víamos há pelo 15 anos e eu sequer fazia ideia do rumo profissional que ele havia tomado. Ele, contudo, parecia bem mais atualizado sobre mim. Motivo pelo qual fez questão de me apresentar… Continue reading →

Crônicas de Réveillon (2015)

Elixir do emagrecimento  As calcinhas de janeiro Projeto Calcinha Malhação Trepadeiras natalinas Encaixotando dezembro  Perdão de pecador Matou papai noel e foi ao deserto Réveillon e as pombas da discórdia

Invista ou não insista

Não sei se vocês já repararam, mas a gente faz uma equação matemática termodinâmica nuclear da repimboca da parafuseta do Bóson de Higgs para tentar descobrir se é hora de acabar um relacionamento.

Nordeste is not a country

Nos anos 90, fui cobrir uma palestra de um desses famosos gurus da publicidade. No final, trocamos umas ideias e ele me contou que estava muito impressionado com o Nordeste porque, durante um dos debates em João Pessoa, um paraibano entrou na discussão e tinha um grau de conhecimento quase tão bom quanto o dele.

Largou a mulher e os filhos

Nem são as mais bonitas ou mais inteligentes que já conhecemos. São apenas a equação perfeita de tudo aquilo que admiramos, gostamos e esperamos. Só é uma pena que todo esse equilíbrio, quando a gente encontra, geralmente desequilibra nossa vida inteira.

Ébrio regresso

O melhor e o pior de voltar a trabalhar no Recife Antigo é o saudosismo. Por dez anos me vi pensando como seria esse regresso ao antro de boemia que tanto me abraçou, às vezes literalmente, nas madrugadas inóspitas à procura de um isqueiro.